Será que alguma vez na vida o estúdio Pixar vai errar a mão? Não é possível! Posto isto…. fiquei revoltado ao ver que somente duas salas de cinema do Rio exibiam a versão legendada de Wall-E. Vá lá, alguns amigos já tinham me adiantado que a parada começa quase sem diálogos — e como o trabalho de dublagem da Disney é sempre bacana, cedi e fui assistir o filme com a dublagem nacional. Vai que a parada sai de circuito?
Como bem diria meu amigo Rômulo Marques, brasileiro é um povo tão educado benquisto na Internet que conseguiu ter o IP do Velox banido no 4chan. Para quem não conhece, a “máquina do ódio da Internet” é o fórum de imagens (incluindo foto-respostas e afins) mais anárquico da rede, a parada nem requer que o usuário seja cadastrado lá para participar. Se quiser colaborar, vai aparecer como Anonymous, e bingo: você pode fazer seu inferninho online por lá.
Quero dizer, isto não se aplica à maioria dos brasileiros… afinal, estamos banidos lá. É possível ler, mas não postar. E na segunda fatídica quando o Orkut caiu, pouco tempo depois o 4chan tomou o mesmo rumo e está inacessível daqui. Eis que o povo daqui, na abstinência deste imageboard dos infernos, criou uma edição nacional da parada, o 55chan (sacou? 55, nosso código telefônico internacional).
Até o momento, é mais ou menos como o esquema de lá: puro caos, o paraíso dos memes de Internet forçados, total ausência de noção pelos participantes, e aí por diante (e é óbvio que isto não é uma reclamação; vejo vocês por lá, nem que seja pra fazer pesquisa social).
P: O que aconteceu com o Orkut?
R: Ele dividiu por zero. Corram pelas suas vidas.
P: É o fim da Internet no Brasil?
R: Pra alguns, é.
P: E agora, o que eu faço da minha vida?
R: Que tal entrar no Facebook, que é bem melhor (pode ignorar os aplicativos à vontade)?
P: Eu recebi uma mensagem dizendo que se eu repassasse isto para 7 amigos, o Orkut voltaria. Procede?
R: Claro! Todas as mensagens serão apuradas por um júri especial composto de Papai Noel, Salário Em Dia e os resultados serão enviados através de filhotes de pombo especialmente treinados para situações de emergência.
P: Mas eu quero porque quero entrar no Orkut.
R: Peça seu dinheiro de volta… ah, é, a parada é de graça. Vai esperando, então.
np: “It’s Not The End of the World”, Super Furry Animals
No início deste mês, um assunto preocupante veio à tona na Internet: uma proposta de lei levantada pelo senador Eduardo Azeredo que obrigaria os provedores de Internet a manterem um histórico dos últimos 3 anos de acesso por seus assinantes a constante disposição da polícia sob o argumento da caça a criminosos na Internet — fraudes de cartão de crédito, roubo de dados, intercâmbio de material pornográfico envolvendo menores de idade, e aí por diante.
Na calada da noite de 9 de julho, o projeto foi aprovado, então seguindo para votação na Câmara dos Deputados. E aí, missão cumprida? Nada disso…
Ok, chega de dúvidas: tenho muita fé no filme de Watchmen.
Curioso usarem esta música dos Pumpkins, que é uma versão alternativa do tema feito para o filme Batman & Robin, “The End is the Beginning is the End”.
Atualizar o blog direito esta semana é uma tarefa hercúlea: afinal de contas, eu trabalho em um site sobre jogos para computador e videogame e a esperada E3 Media & Business Summit está rolando em Los Angeles. Como foi impossível resolver determinadas pendências e não deu para eu ir à Costa Oeste americana conferir esta farra dos jogos, fico na cobertura daqui do Rio de Janeiro mesmo — inclusive com nosso hotsite reunindo todas as notícias e games do evento — sempre no aguardo dos relatos de nossa correspondente e nos kits de imprensa das companhias.
Isto significa que tempo livre é meio que um luxo nesta semana. Mesmo assim, tenho certeza de que mais gamers como eu andavam em cócegas para ver o que as fabricantes de consoles guardavam na manga em suas conferências… e a bem da verdade. nenhuma das três foi grande coisa; as novidades bacanas foram ofuscada por um quê burocrático.
O Incrível Hulk (The Incredible Hulk): depois de Homem de Ferro, tenho a impressão que os filmes bancados pela própria Marvel Comics têm um bom futuro pela frente. Não contente em quebrar um pouco do molde óbvio — mesmo sem ser uma seqüência ao filme dirigido por Ang Lee, as origens do herói são resumidas à seqüência inicial de créditos, e a trama já começa engrenada na fuga (e caça) a Bruce Banner. As cenas de ação estão incríveis, bem mais impactantes do que a do filme anterior, e certos takes parecem arrancados dos quadrinhos… como Hulk urrando para a chuva. A luta entre ele e o Abominação é de travar na cadeira, o som do cinema ajuda muito. O lance de colocar referências cruzadas e preparar o público psicologicamente para os filmes do Capitão América e Os Vingadores sugere planos ambiciosos, consistentes e abrangentes para as futuras produções da empresa. Por fim, quase meia hora de filme no Brasil — com a favela Tavares Bastos representando a Rocinha, cenas na Gamboa e Banner trabalhando em uma fábrica de guaraná chamada “Pingo Doce” — são diversão garantida pro público daqui.
Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight): nada menos do que “épico” é injusto para descrever este filme. Aumentando o clima sombrio do filme anterior, o roteiro do filme é incrível e novamente toca na ferida da desinformação das autoridades e o caos urbano que uma pessoa mal-intencionada e com uma mente criminosa pode causar. Além dos personagens serem bem construídos (sério, dá vontade de torcer pelo Harvey Dent em certos momentos), a atuação geral é simplesmente impecável… e sim, Heath Ledger encerrou sua carreira — e vida, né? triste… — com uma atuação absolutamente impactante… muito mais perturbadora do que cômica. Mais de duas horas de filme, daqueles que finge que vai acabar e bingo: está só na metade. Agradeço o convite por parte da galera do Almanaque Virtual, e na hora que fui saber que o evento — fechando o Cinemark todo para a pré-estréia do filme — era organizado pela Claro. Ironias da vida: logo antes do filme, eu estava no Twitter e vi que tanto o Cris Dias quanto o Beto Largman estavam lá para uma das sessões. Adivinha se consegui sinal pro celular a tempo pra conferir se responderam minhas mensagens no Twitter depois da sessão?
np: “Silent to the Dark”, the Electric Soft Parade
Hoje é o Dia Internacional do Rock, e nada mais justo do que relembrar e homeagear os discos que marcaram minha vida… e para evitar qualquer tipo de injustiça, decidi dividir minhas seleções em rock contemporâneo e clássico — mesmo porque eu não tinha nascido na época de alguns destes, mas beleza.
(antes que venham resmungar que “ai, mas esse disco nem é o melhor da banda”, etc… reafirmo que é a lista que marcou a mim. Aliás, fica a deixa: por que não aproveita faz sua própria? Eu gostaria de ver as listas de outras pessoas também!)
Clique no link abaixo para conferir minha listagem neste dia tão especial. Não que os outros não sejam…
Em dado momento do Descolagem, disparei um comentário no Twitter sobre quando comecei a acessar a Internet: “eu também sou revolucionário, eu acessava via Trumpet Winsock e Mosaic” — vá lá que depois lembrei que usava uma versão velhaça do Netscape — fazendo meu vizinho de pufe Nick Ellis abrir um senhor sorriso. Aí fico pensando quantos internautas de hoje em dia compartilham desta sensação de estar no olho do furacão, acompanhar estes primórdios da Internet caseira no país…
Não sei quanto a você, mas costumo deixar a recepção Bluetooth do meu celular ligada o tempo todo. Vez por outra, finjo que vou mandar uma mensagem ou arquivo desta maneira nos lugares para ver quantas pessoas fazem o mesmo que eu, só pela curiosidade. Às vezes acho que é uma parada sub-utilizada. Isto ou eu que não estou inteirado com alguma cultura underground de trocar zilhões de paradas sem fio no celular…
Eis que na minha ida ao aeroporto pra buscar o passaporte, às 8h30 da manhã, me pipoca um arquivo vindo do “Delzinho Thug” na sala de espera da Polícia Federal. Um rap chamado “Salgada Proteção”, do Tonzim (clique aqui por sua conta e risco para ouvir a tosqueira). Aí eu, do ápice da minha benevolência e vontade de promover a espécie humana (sic supremo), que não uso meu nome ou apelido no celular, ofereço “Pork & Beans” do Weezer de volta…
… que o cara aceita e devolve o favor com “Cedo ou Tarde”, do NX Zero. Aí penso “NX Zero é sacanagem. É guerra“.
Não lembro da ordem da troca de músicas — que ainda incluiu “Pam Pam Tim Pam Pam Pam”, do MC Tevez (quem?), direto do DVD “O Dragão Bolado”… dá um desconto, fiquei quase duas horas na fila pela manhã — e a animosidade tomou uma escala alarmante. Eis que saquei o supertrunfo da manga: “Benga Minueto”, do Graforréia Xilarmônica, que foi prontamente recusada pelo Delzinho Thug.
Aí fica a dúvida: será que o cara que manda um funk sobre camisinhas com sabores salgados para um completo desconhecido recusa uma música só porque tinha “benga” no título?
Ah, o fenômeno do urso branco. Não adianta: é praticamente impossível se desfazer da visão de um urso polar — se quiser que seja um urso pardo albino, aí é contigo — depois de ler esta frase. A imagem mental vai continuar te perseguindo… até o momento em que você simplesmente esquece. Seguindo este mesmo princípio, ainda existe O Jogo — que eu acabei de perder.
(“Ok, ele surtou de vez”, você deve estar pensando; no que respondo “não, ainda não”.)
Como eu já estou esgotado disto acontecer tanto comigo, decidi expor meus leitores à inegável e inevitável sensação de derrota e levantando o desafio. Afinal de contas, você sempre está vencendo enquanto não pensa n’O Jogo… Que eu os fiz perderem novamente, a custo da minha própria vitória. Paciência — fiquem à vontade para sujeitar os outros à derrota, e se quiserem, compartilhem a experiência comigo… mesmo que isto me faça perder o jogo novamente. E vocês também.
Hoje completo duas semanas de aula de Japonês no Kumon, e é bizarro como um mundo de perspectiva se abriu para mim sem eu sequer encerrar o módulo básico. Não tentando soar como um daqueles idosos em fase de alfabetização que aparecem em comoventes comerciais de TV do governo, juro que agora entendo e começo a entender esta sensação na pele.
Quando consegui ler boa parte da capa de um jogo japonês no DS, quase tive um troço: “Ha-ji-ke Ri-zu-mu Ten-go-ku” (numa tradução livre e parcialmente caçada de outras fontes na Internet, seria algo como “Estale! Paraíso do Ritmo”. Admito que eu sabia parte do nome, mas li outras sem ajuda!). Hoje no ônibus, quase me entortei para ver a estampa da jaqueta de um cara que estava entrando, e até que reconheci algumas sílabas; no jogo (feito nos Estados Unidos, diga-se de passagem) que eu estava resenhando lá para o trabalho, também reconheci caracteres.
Se pensar que já estou no ponto em que desenho ideogramas imaginários com o dedo no ar para testar minha memória (não ligo se acharem que eu sou maluco), é porque a parada deve estar funcionando. Isso porque eu sequer terminei o silabário hiragana — usado para as palavras de origem japonesa. Temo pelo dia em que isto acontecer.
… pensando bem, mal posso esperar pra que este dia chegue.
Eu ia escrever um post sobre “l’esprit d’escalier“, que é o termo que se usa quando você pensa naquela resposta perfeita para determinada ocasião, mas infelizmente já é tarde demais para que não sirva de nada. Porque é algo que acontece muitas vezes na minha vida…
… infelizmente, não está saindo nada realmente digno de nota sobre isso. Foi mal. Curiosamente, mesmo se eu pensar em algo mais apropriado para escrever sobre o assunto depois, também não terá o mesmo efeito. Enfim… fica pro próximo post. Juro que vai ser melhor e mais animado que este.
Agente 86 (Get Smart): recentemente, assisti o DVD com o longa-metragem feito para a TV (Get Smart, Again!), e foi bom para relembrar as reprises da série original que vi quando era criança. Isso caiu bem, porque tem um bocado de referências bacanas no novo filme que eu ia acabar perdendo. Steve Carell não tenta emular Don Adams no papel de Smart, mas ainda assim ocupa muito bem o papel do atrapalhado agente secreto. O humor está no ponto, misturando a pureza do original com alfinetadas políticas, seqüências de ação a la 007… tudo de forma a divertir tanto quem via a série original quanto às gerações mais novas. Foi muito bacana ver a amplitude de idade e gerações se divertindo por igual na sessão que vi.
O Pacto dos Lobos (Le Pacte des Loups): mais um filme velho — tá, nem tanto — que eu estava me devendo assistir. Achar o DVD usado a R$ 3,00 na locadora perto da minha casa ajudou, também. Enfim, estou para ver dupla de heróis mais estilosa que o Fronsac e o Mani. A combinação de filme de época com ação e mistério sobrenatural funcionou muito bem — se até o canastrão do Mark Dacascos se saiu bem? As seqüências de pancadaria são alucinantes, assim como a iluminação e o figurino. Ah, quer saber? A execução toda é ótima, e apesar de um pouco longo para o que é, o filme acaba na hora certa e dificilmente se arrasta. Sem contar que depois descobri que se trata de um misterioso evento na França no século 18, que até hoje ninguém sabe como se resolveu: a fera de Gevaudan.
Quem me segue no Twitter deve ter pensado que diabos deu em mim para postar tanto sobre um mesmo assunto, por causa da tag #descolagem. Foi por uma boa razão: catei um notebook emprestado e fui conferir a Descolagem, evento organizado pelo Beto Largman (jornalista e blogueiro de tecnologia do Globo, dentre outras atividades, pois o sujeito não pára quieto). A parada aconteceu no Oi NAVE, colégio de foco high-tech no coração da Tijuca…