Hoje de manhã eu tive uma das epifanias mais estranhas: cheguei à conclusão de que o Restart realmente é melhor do que a banda Cine. “Ok, agora ele enlouqueceu de vez, ou acha que está na sua segunda adolescência”, uns diriam (e de certa forma, com razão), mas é o que me parece.

Não é como se eu gostasse de uma delas, mas do pouco que vi na televisão, até que os responsáveis indiretos pelos memes “puta falta de sacanagem” e “vou xingar muito no Twitter” são bem menos ofensivos sonoramente do que… sei lá, pagode paulista ou sertanejo universitário (vá lá, justiça seja feita, a Cine também não). A julgar pela canção “Recomeçar”, o som da Restart é mais rock do que “Garota Radical”… e me peguei pensando:

“Será que eu torceria tanto o nariz se eles vestissem outro tipo de roupa?”

Obviedades à parte, esse lance da imagem faz uma diferença monstra – para o bem ou para o mal. É aquilo: não há novidade nenhuma em usar o visual para ajudar na identidade do artista. Funcionou para os Beatles, Sex Pistols, Strokes e Hives, e vai funcionar para tantos outros. Ainda assim, é curioso ver como a tendência em conhecermos tudo ao mesmo tempo da banda da vez – desde o advento do videoclipe até a era MySpace – ter tomado o lugar do lance de ouvir no rádio.

Agora… o que realmente fez a ficha cair de vez para esta epifania semióbvia matinal foi a exibição, no mesmo programa de clipes, de “A Tendência”, do Strike. Tanto a letra quanto o clipe tratam deste culto à imagem, do hit da vez… com direito ao vídeo ter uma historinha com o grupo se apresentando ao empresário da gravadora vestindo vários estilos distintos: country, mauricinho, Village People, Lady Gaga…

… e, claro, o “happy rock” coloridaço da bandas que abriram este post.